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Governo federal mantém sob sigilo visitas de Daniel Vorcaro e gera questionamentos

PF é subordinada ao Ministério da Justiça negou acesso à lista de visitantes alegando proteção de dados pessoais.

Redação
Por: Redação
29/07/2026 às 16h22
Governo federal mantém sob sigilo visitas de Daniel Vorcaro e gera questionamentos
Daniel Vorcaro, Imagem da internet

O governo federal mantém sob sigilo as informações sobre as visitas recebidas pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, durante o período em que esteve sob custódia da Polícia Federal. A negativa ao pedido de acesso foi baseada na Lei de Acesso à Informação (LAI), sob a justificativa de proteção de dados pessoais, mas a decisão vem sendo questionada por parlamentares e especialistas em transparência.

Segundo a Polícia Federal, os registros contêm informações como nomes, CPFs, datas e horários das visitas, além do grau de parentesco entre visitantes e o preso. Por esse motivo, a corporação entendeu que a divulgação poderia violar direitos relacionados à intimidade e à privacidade.

A decisão, no entanto, gerou críticas porque o pedido previa a divulgação da lista com os dados sensíveis ocultados. Para especialistas, seria possível preservar a identidade dos visitantes sem impedir totalmente o acesso às informações de interesse público.

Cobrança por explicações

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) apresentou um requerimento ao Ministério da Justiça pedindo esclarecimentos sobre a decisão. Entre os questionamentos estão quem determinou o sigilo, quais critérios foram utilizados e se autoridades públicas visitaram Vorcaro durante sua prisão.

O caso ganhou repercussão justamente porque Daniel Vorcaro é investigado por suspeitas de crimes financeiros no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura possíveis fraudes, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta envolvendo o Banco Master.

Debate sobre transparência

Embora a Lei de Acesso à Informação permita restringir o acesso a dados pessoais, juristas afirmam que o interesse público também deve ser considerado, principalmente em casos de grande repercussão nacional. Para eles, a divulgação parcial dos registros, preservando informações sensíveis, poderia atender ao princípio da transparência sem comprometer a privacidade dos envolvidos.

Até o momento, o governo federal mantém a posição adotada pela Polícia Federal e não há previsão para que os registros de visitação sejam divulgados.

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