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Vereador do Maranhão é preso suspeito de mandar matar homem no Piauí

Parlamentar de Balsas e um assessor foram detidos pela Polícia Civil; crime ocorrido em Santa Filomena teria sido motivado por vingança

Redação
Por: Redação Fonte: Conecta Piaui
10/08/2026 às 12h00
Vereador do Maranhão é preso suspeito de mandar matar homem no Piauí
Vereador Hélio Sousa é investigado por mandar executar homem no Sul do Piauí — Foto: Divulgação / Polícia Civil

Uma operação coordenada pela Polícia Civil do Estado do Piauí resultou na prisão preventiva do vereador Hélio Sousa, popularmente conhecido como Hélio Tiví, na manhã desta segunda-feira, dia 10 de agosto de 2026. A ação policial ocorreu no município de Balsas, localizado no estado do Maranhão. O parlamentar maranhense é apontado pelas investigações como o principal mandante do assassinato de Luís Carlos do Nascimento, crime ocorrido em outubro de 2025, na cidade de Santa Filomena, na região Sul do Piauí.

Durante a mesma ofensiva policial, as equipes também efetuaram a prisão de um assessor direto do vereador, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades. De acordo com informações oficiais fornecidas pela Polícia Civil, tanto o parlamentar quanto o seu assessor foram formalmente indiciados pelo crime de homicídio qualificado. Após os procedimentos legais cabíveis na delegacia, ambos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição do Poder Judiciário para responderem pelas acusações.

Desdobramentos da investigação

Esta não é a primeira vez que o vereador Hélio Sousa é detido em decorrência das investigações sobre este homicídio. Em fevereiro deste ano, o político já havia sido preso temporariamente após se apresentar de forma espontânea na sede da Delegacia de Polícia Civil de Gilbués, também no Piauí. O avanço dos trabalhos investigativos e a coleta de novos elementos de convicção fundamentaram o pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça, culminando na operação realizada nesta segunda-feira.

A execução de Luís Carlos do Nascimento chocou a população local pela brutalidade. A vítima foi surpreendida e assassinada a tiros dentro de sua própria residência, situada em Santa Filomena. Luís Carlos residia no município piauiense há cerca de oito meses, tendo se mudado para o local após deixar o estado do Maranhão na tentativa de recomeçar a vida longe de conflitos anteriores.

Motivação por vingança

Os levantamentos realizados pela equipe de investigação apontam que o crime foi motivado por um sentimento de vingança familiar. No ano de 2024, Luís Carlos do Nascimento havia sido preso no Maranhão sob a suspeita de envolvimento direto na morte de Antônio Sousa Neto, que era irmão do vereador Hélio Sousa. Aquele homicídio anterior ocorreu na cidade de Riachão, também em território maranhense.

Apesar de ter sido detido temporariamente pela morte do irmão do parlamentar, Luís Carlos obteve o direito de responder ao processo criminal em liberdade. Ele decidiu se mudar para o Piauí para tentar se proteger, mas acabou sendo localizado pelos executores. No dia do crime, os criminosos invadiram a residência da vítima e efetuaram pelo menos oito disparos de arma de fogo contra ela, que não teve qualquer chance de defesa e morreu ainda no local.

Provas técnicas colhidas

Um dos pontos cruciais para a elucidação do caso e para a vinculação do vereador ao crime foi a identificação do veículo utilizado pelos executores no dia do homicídio em Santa Filomena. A Polícia Civil do Piauí conseguiu rastrear o automóvel e descobriu que se tratava de um carro alugado. Ao aprofundar as buscas sobre a transação, os investigadores constataram que o contrato de locação do veículo estava registrado diretamente no nome do vereador Hélio Sousa.

Essa prova documental robusta fortaleceu a tese de que o parlamentar deu suporte logístico e financeiro para a realização do atentado contra Luís Carlos. A operação que resultou nas prisões desta segunda-feira contou com a participação integrada de policiais civis lotados nas delegacias de Gilbués e Uruçuí, além do apoio operacional de agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

Até o fechamento desta reportagem, a equipe de defesa do vereador Hélio Sousa e de seu assessor não havia se manifestado publicamente sobre as prisões ou sobre o teor das acusações. O espaço editorial permanece inteiramente aberto para que os advogados dos investigados apresentem suas versões e esclarecimentos sobre os fatos narrados.

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