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TRE-PI cria comissão para auditar urnas eletrônicas nas eleições de 2026

Grupo coordenará fiscalização e auditoria de 23 aparelhos sorteados na véspera do pleito para garantir transparência e segurança do voto

Redação
Por: Redação Fonte: Cidades em Foco
06/08/2026 às 11h00
TRE-PI cria comissão para auditar urnas eletrônicas nas eleições de 2026
Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica foi instalada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí — Foto: Divulgação/TRE-PI

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) instalou oficialmente a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), órgão que será responsável por coordenar e supervisionar todos os procedimentos de fiscalização e segurança das urnas durante as Eleições Gerais de 2026. A instalação ocorreu em conformidade com o calendário eleitoral e visa assegurar a total transparência do processo de votação no Estado.

A comissão é presidida pelo juiz Francisco Valdo Rocha dos Reis e conta com a participação da promotora eleitoral Flávia Gomes Cordeiro, que representa o Ministério Público Eleitoral (MPE). Além deles, o colegiado é composto por 19 servidores da Justiça Eleitoral piauiense, que atuarão diretamente nas etapas de verificação dos sistemas e dos equipamentos que serão utilizados pelos eleitores.

Transparência e segurança

De acordo com o juiz Francisco Valdo, o trabalho da comissão é fundamental para aproximar a sociedade do processo de fiscalização. O magistrado ressaltou que as auditorias permitem que partidos políticos, coligações, órgãos de controle e os próprios cidadãos acompanhem de perto a correspondência exata entre os votos digitados na urna e o resultado final divulgado na totalização.

O presidente da CAVE explicou que a publicidade das ações é o pilar para consolidar a confiança pública no sistema eletrônico. Segundo ele, a possibilidade de acompanhar os testes em tempo real demonstra de forma prática que o voto depositado pelo eleitor é computado de maneira fidedigna, sem qualquer alteração no caminho até a apuração oficial.

Sorteio e procedimentos

Seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a comissão foi instituída 60 dias antes do primeiro turno das eleições. Um dos momentos mais importantes do cronograma ocorrerá na véspera do pleito, quando serão sorteadas 23 urnas eletrônicas de diferentes seções eleitorais distribuídas por todo o território do Piauí para passarem por auditorias rigorosas.

Os equipamentos selecionados serão submetidos a dois tipos de verificação. O primeiro é o teste de autenticidade e integridade dos sistemas, realizado diretamente nas seções eleitorais antes do início da votação. O segundo procedimento é a Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas sob Condições Normais de Uso, popularmente conhecida como votação paralela, que ocorre em local público e é acompanhada por fiscais, imprensa e entidades independentes.

Defesa do sistema

Ao ser questionado sobre as críticas direcionadas ao sistema eletrônico de votação nos últimos anos, o juiz Francisco Valdo classificou os questionamentos como infundados. O magistrado enfatizou que nunca houve qualquer comprovação de vulnerabilidade nas urnas brasileiras e que a atuação da comissão servirá justamente para desmistificar boatos por meio de demonstrações práticas e públicas.

A promotora eleitoral Flávia Gomes Cordeiro reforçou o compromisso do Ministério Público em acompanhar de perto cada fase dos trabalhos. Ela destacou que a presença do órgão fiscalizador em todas as etapas garante a lisura do pleito e oferece um canal de segurança para os partidos e para o eleitorado, consolidando a democracia no Estado.

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