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Joel Rodrigues propõe valorização policial e critica salários da PM no Piauí

Candidato ao governo aponta déficit de efetivo e menor remuneração média do país para soldados com base em dados do Fórum de Segurança Pública

Redação
Por: Redação Fonte: Info Newss
06/08/2026 às 07h00
Joel Rodrigues propõe valorização policial e critica salários da PM no Piauí
Candidato ao Governo do Piauí, Joel Rodrigues, defende reestruturação na segurança pública — Foto: Reprodução/Redes sociais

O candidato ao Governo do Estado do Piauí e presidente estadual do partido Progressistas, Joel Rodrigues, utilizou suas redes sociais para criticar a atual política de remuneração das forças de segurança pública estaduais. A manifestação ocorreu após a divulgação de um estudo nacional que aponta o Piauí como o estado com a menor média salarial para soldados da Polícia Militar em todo o país. Em pronunciamento em vídeo, o candidato defendeu uma reestruturação completa na carreira militar piauiense, associando diretamente a valorização profissional à eficiência no combate à criminalidade.

Durante a sua fala, o postulante ao Palácio de Karnak enfatizou que a segurança pública depende fundamentalmente do amparo e do reconhecimento aos profissionais que atuam na linha de frente. Segundo ele, os policiais militares, que arriscam suas vidas diariamente para proteger a população, necessitam de melhores condições de trabalho, salários dignos e garantias de progressão na carreira sem interferências de caráter político.

Defasagem salarial

As críticas apresentadas por Joel Rodrigues fundamentam-se em dados oficiais divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento estatístico revela que um soldado da Polícia Militar do Piauí recebe, em média, um vencimento mensal de R$ 5.103,10. Esse montante coloca o estado na última posição do ranking nacional de remuneração para a categoria. O valor pago aos policiais piauienses é cerca de R$ 2,5 mil inferior à média nacional, que atualmente está estimada em R$ 7.612,61.

Para o candidato, essa disparidade salarial compromete a motivação dos agentes e dificulta a atração de novos talentos para a corporação. Ele argumentou que a valorização financeira é um passo indispensável para garantir que as famílias piauienses tenham um serviço de proteção eficiente e contínuo, reduzindo os índices de violência que afetam tanto a Capital quanto os municípios do Interior.

Déficit de efetivo

Além da questão remuneratória, o diagnóstico do setor de segurança pública no Piauí aponta para um grave problema estrutural relacionado ao contingente de policiais em atividade. De acordo com o mesmo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a corporação conta atualmente com um efetivo real de 6.951 policiais militares. No entanto, o quadro ideal previsto em lei para atender a demanda do estado é de 12.284 profissionais.

Essa diferença significa que a Polícia Militar do Piauí opera hoje com pouco mais da metade do contingente considerado necessário para garantir o policiamento ostensivo adequado. A sobrecarga de trabalho e a falta de policiamento em áreas críticas são consequências diretas desse déficit, conforme apontado por especialistas do setor.

Propostas de reestruturação

Como alternativa para reverter o cenário atual, Joel Rodrigues propôs a implementação de uma política permanente de valorização das forças de segurança. O plano apresentado pelo candidato inclui a realização sistemática de novos concursos públicos para preenchimento das vagas ociosas, além de investimentos robustos na aquisição de equipamentos modernos e na melhoria das instalações físicas dos batalhões e delegacias.

O candidato também destacou a importância de assegurar critérios técnicos e transparentes para a ascensão profissional dentro da carreira militar, evitando apadrinhamentos políticos que possam desestimular a tropa. Ele concluiu reforçando o compromisso de construir um ambiente de trabalho seguro e motivador para os policiais, visando a pacificação social e a redução do medo entre os cidadãos piauienses.

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