
O programa Qualifica Piauí registrou a formação de 2.483 alunos ao longo das atividades executadas em 2026 em todo o território estadual. Coordenada pela Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego (Setre), a iniciativa colocou à disposição da população 2.789 vagas em cursos de capacitação profissional, cobrindo municípios inseridos nos 12 territórios de desenvolvimento do Piauí. A proposta central do projeto é qualificar a mão de obra local para atender às exigências do mercado regional e fomentar a geração de renda.
O alcance geográfico do programa permitiu levar os cursos a cidades localizadas em diferentes regiões, desde a Planície Litorânea até a Chapada Vale do Rio Itaim. Entre os municípios atendidos pela ação estão Picos, Canto do Buriti, Simões, Parnaíba, Piripiri, Campo Maior, Teresina, Altos, Água Branca, Amarante, Elesbão Veloso e Curimatá. A distribuição permitiu que trabalhadores do interior pudessem acessar capacitações técnicas sem a necessidade de deslocamento para grandes centros urbanos.
A programação acadêmica oferecida pela Setre contemplou formações em áreas tradicionais de serviços, comércio e tecnologia. Entre os treinamentos operacionais, foram disponibilizadas turmas para eletricista com certificação na norma NR10, mecânica de motocicletas, manutenção de refrigeração residencial, corte e costura, cabeleireiro básico e gastronomia voltada para o segmento de fast-food.
Visando acompanhar a modernização das profissões, a grade pedagógica incorporou áreas focadas no ecossistema digital e na prestação de serviços de apoio. Os participantes tiveram acesso a conteúdos de informática básica, uso do Canva integrado à inteligência artificial, desenvolvimento de jogos digitais, rotinas administrativas, empreendedorismo e técnicas para ampliação da empregabilidade. No segmento social e de saúde, o programa promoveu cursos de cuidador de idosos e de formação em prática de flebotomia.

Para garantir a execução das atividades em locais descentralizados, o Qualifica Piauí operou por meio de unidades móveis estruturadas especialmente para aulas práticas. O aparato incluiu três carretas equipadas para a área de gastronomia, duas voltadas para corte e costura, duas destinadas a cabeleireiro básico, duas para manutenção de motocicletas e duas focadas em refrigeração. Veículos adaptados também foram designados para os cursos de eletricidade, cuidados em saúde e modalidades integradas.
Com a finalidade de assegurar a permanência dos alunos e combater a evasão, o programa ofereceu um auxílio financeiro individual de R$ 400 aos estudantes que preencheram os critérios socioeconômicos estabelecidos na Lei Estadual nº 8.550/2024. A bolsa de incentivo contemplou pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), beneficiários de programas sociais de transferência de renda, mulheres chefes de família, mães solo, pessoas com deficiência e cidadãos em situação de vulnerabilidade social. O pagamento esteve condicionado à presença mínima em 75% das aulas teóricas e práticas.
A carga horária dos cursos foi organizada de acordo com as especificidades de cada área de atuação. As habilitações de caráter técnico e profissionalizante tiveram duração total de 66 horas de aula, combinando práticas operacionais com conhecimentos de inclusão digital. Por sua vez, as turmas vinculadas às modalidades Multicursos I e II contaram com um itinerário de 44 horas de instrução intensiva.
Para a etapa prevista para 2027, o planejamento governamental inclui a distribuição de kits de inclusão produtiva aos cidadãos formados pelos cursos profissionalizantes. O objetivo da entrega do maquinário e dos insumos de trabalho é proporcionar autonomia financeira imediata aos participantes, permitindo a abertura de pequenos negócios próprios ou a inserção direta no mercado de trabalho local logo após a conclusão dos estudos.