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Piauí registra calor de até 37°C e umidade crítica abaixo de 20%

Previsão da Semarh aponta tempo seco predominante no Sudeste e Sudoeste do estado, elevando riscos de queimadas e desconforto térmico

Redação
Por: Redação Fonte: Info Newss
04/08/2026 às 14h00 Atualizada em 04/08/2026 às 14h44
Piauí registra calor de até 37°C e umidade crítica abaixo de 20%
Altas temperaturas e baixa umidade do ar exigem cuidados redobrados no interior do Piauí — Foto: Reprodução

A Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) divulgou um alerta meteorológico detalhado para os próximos dias, confirmando a permanência de um forte bloqueio atmosférico sobre o estado. O cenário climático será caracterizado pelo predomínio de tempo firme, temperaturas máximas elevadas que podem atingir os 37°C e índices críticos de umidade relativa do ar, especialmente nas mesorregiões Sudeste e Sudoeste piauiense. Enquanto a maior parte do território sofre com a estiagem, apenas a faixa litorânea deve registrar instabilidades isoladas.

De acordo com os meteorologistas do órgão estadual, a previsão geral indica céu ensolarado a parcialmente nublado na maior parte dos municípios. As chances de chuva significativa são praticamente nulas no interior, concentrando-se apenas no extremo Norte do estado, onde a umidade vinda do oceano favorece precipitações rápidas e de fraca intensidade. Nas demais áreas, a massa de ar seco impede a formação de nuvens de chuva, consolidando o período de estiagem típico desta época do ano.

Na região do Sudeste piauiense, que engloba municípios populosos e importantes para a economia regional, o sol forte predominará ao longo de toda a semana. Os termômetros devem registrar máximas de até 37°C, com a umidade relativa do ar despencando para níveis preocupantes, situando-se na casa dos 25% a 20%. No Sudoeste, a situação é ainda mais severa, com a umidade mínima prevista atingindo a marca de 20%, patamar considerado de atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Índices críticos registrados

O monitoramento recente realizado pela Semarh já aponta dados alarmantes em diversas cidades do interior. O município de Oeiras liderou o ranking da secura no estado, registrando uma umidade mínima de apenas 17%. Logo em seguida, Picos registrou 18%, enquanto São João do Piauí atingiu 19%. Outras localidades como Canto do Buriti e Castelo do Piauí registraram 20%, e Campo Maior e Corrente marcaram 21% de umidade relativa.

Na porção Sudeste, a cidade de Paulistana registrou índice mínimo de 23%. Outros municípios da região, como Vera Mendes, Paes Landim e Pio IX, apresentaram índices ligeiramente superiores, variando entre 29% e 31%. A ausência completa de chuvas nessas áreas monitoradas reforça a necessidade de cuidados redobrados com a saúde humana e com a preservação ambiental contra incêndios.

Influência de alta pressão

Os técnicos da Semarh explicam que o Piauí está sob a influência direta de um sistema de alta pressão atmosférica. Esse fenômeno atua como uma barreira invisível, impedindo a chegada de frentes frias ou de umidade que poderiam gerar instabilidades. Como consequência direta, há uma maior incidência de radiação solar durante o dia, elevando rapidamente as temperaturas diurnas. Por outro lado, a ausência de nuvens facilita a perda de calor para o espaço durante a noite, resultando em madrugadas e manhãs com temperaturas mais amenas.

Riscos de queimadas e saúde

A combinação de calor extremo e baixíssima umidade do ar acende o alerta máximo para o risco de queimadas e incêndios florestais na vegetação de Caatinga e Cerrado. A vegetação seca torna-se altamente combustível, e qualquer faísca pode desencadear grandes incêndios de difícil controle. Diante disso, os órgãos de fiscalização ambiental recomendam que a população evite acender fogueiras, queimar lixo ou realizar limpezas de terrenos utilizando o fogo neste período crítico.

Para a saúde humana, os baixos índices de umidade podem provocar problemas respiratórios, ressecamento da pele, irritação nos olhos e desidratação. Profissionais de saúde recomendam o consumo constante de água, a suspensão de atividades físicas intensas nos horários de sol mais forte — especialmente entre as 10h e as 16h — e o uso de umidificadores de ar ou toalhas molhadas nos ambientes domésticos para amenizar o desconforto térmico.

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