
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) oficializou, em convenção virtual realizada na noite da última quarta-feira (29), a candidatura do professor Geraldo Carvalho ao Governo do Piauí para as eleições de 2026. O evento político também serviu para homologar a chapa majoritária e os nomes que disputarão o Senado Federal pela legenda socialista, consolidando a participação do partido no próximo pleito estadual.
A chapa governamental terá como candidato a vice-governador o militante Gervásio Santos. Para a disputa de uma vaga no Senado Federal, a sigla definiu o nome de Danniel Rocha, que terá como suplentes na chapa os nomes de Francisco Soares Júnior (primeiro suplente) e Rosa Meireles (segunda suplente). Com a homologação, o partido inicia a preparação para o período de campanha oficial, que começa em agosto.
Durante o ato de homologação, Geraldo Carvalho destacou que o período que antecede o início oficial da propaganda eleitoral, marcado para o dia 16 de agosto, será de intensa mobilização. O candidato enfatizou que a meta é apresentar um programa de governo alternativo, focado na inversão de prioridades do orçamento público. Entre as principais bandeiras defendidas pelo postulante ao Palácio de Karnak está a revisão completa do modelo de concessões administrativas adotado no Estado.
O candidato do PSTU propõe a revogação imediata de todas as Parcerias Público-Privadas (PPPs) atualmente em execução no Piauí. Segundo Carvalho, esse modelo transfere recursos do orçamento público para o controle de grupos privados, prejudicando o atendimento direto à população. A plataforma política da legenda também prevê a reestatização de empresas que foram privatizadas, defendendo que o orçamento estadual seja integralmente gerido sob controle social para investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação, infraestrutura rodoviária e reforma agrária.
O candidato a vice-governador, Gervásio Santos, reforçou que a campanha será pautada na conscientização da classe trabalhadora sobre a necessidade de uma alternativa socialista. Ele destacou que o partido se posiciona de forma contrária à escala de trabalho 6x1 e defende a reforma agrária como medida de justiça social e preservação do meio ambiente. A sigla pretende levar esse debate diretamente aos bairros periféricos e ao interior do Estado durante o período de propaganda eleitoral.
Por sua vez, o candidato ao Senado, Danniel Rocha, que atua como técnico da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e é diretor licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da UFPI (Sintufpi), apontou que a campanha eleitoral deve funcionar como um espaço de mobilização popular. Rocha criticou a atuação do Congresso Nacional e defendeu que as transformações sociais ocorrem por meio da organização coletiva e das lutas populares cotidianas, e não apenas por vias institucionais.
O primeiro suplente ao Senado, Francisco Soares Júnior, que trabalha como gráfico e técnico de enfermagem, ressaltou que sua participação visa dar voz às populações periféricas, aos negros, à comunidade LGBTQIA+ e aos pequenos produtores rurais. Ele defendeu a necessidade de pautar as demandas de grupos historicamente excluídos do debate político institucional, trazendo uma perspectiva popular para a chapa majoritária.
Fechando a composição da chapa, a segunda suplente Rosa Meireles, aposentada da Agespisa e ex-dirigente do Sindicato dos Urbanitários do Piauí (Sintepi), direcionou suas críticas ao processo de privatização dos serviços de saneamento básico no Estado. Meireles defendeu a reestatização do fornecimento de água e esgotamento sanitário, além de cobrar políticas públicas robustas e recursos financeiros efetivos para o combate à violência de gênero e ao feminicídio no Piauí.