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Hospital Infantil realiza cirurgias de alta complexidade para correção de escoliose

Procedimentos contemplaram duas jovens no Piauí; em 2026, programa do Estado já atendeu mais de 900 crianças e adolescentes com deformidades na coluna

Redação
Por: Redação Fonte: Info Newss
03/11/2026 às 20h00
Hospital Infantil realiza cirurgias de alta complexidade para correção de escoliose
Cirurgias de alta complexidade para correção de escoliose foram realizadas no Hospital Infantil Lucídio Portella — Foto: Divulgação/Sesapi

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) promoveu a realização de duas cirurgias de alta complexidade voltadas para a correção de escoliose grave em duas adolescentes de 14 anos. Os procedimentos cirúrgicos foram efetuados no Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), em Teresina, reforçando as atividades de assistência médica especializada prestadas à população infantojuvenil do Estado por meio do Programa de Tratamento das Deformidades da Coluna.

As intervenções visam corrigir desvios acentuados na estrutura vertebral, condição médica que, caso não receba a devida intervenção cirúrgica ou terapêutica, pode evoluir para sérios comprometimentos físicos e limitações funcionais severas ao longo do desenvolvimento do paciente. Ao longo do ano de 2026, a iniciativa estadual já possibilitou o acompanhamento detalhado e a avaliação clínica de mais de 900 crianças e adolescentes piauenses, resultando no cumprimento de 52 cirurgias especializadas até o momento. No ano anterior, a rede de assistência governamental contabilizou a realização de 124 procedimentos semelhantes no território piauiense.

Equipe multiprofissional

A execução dessa modalidade de procedimento médico exige planejamento minucioso e o suporte integrado de uma vasta rede de especialistas. Conforme explica o médico Samuel Machado Martins, coordenador da Linha de Cuidado do Trauma da Sesapi, a complexidade inerente às operações de coluna demanda acompanhamento rigoroso desde a fase pré-operatória até a recuperação pós-cirúrgica.

A força de trabalho escalada para esses casos reúne cirurgiões especialistas em coluna, anestesiologistas, neurologistas, cirurgiões pediátricos e cardiologistas. O atendimento direto aos jovens conta ainda com o suporte continuado de equipes de enfermagem, fisioterapia, psicologia, serviço social e terapia intensiva, assegurando suporte completo em todas as etapas do internamento hospitalar.

Acompanhamento e prevenção

O diagnóstico célere é apontado pelos profissionais de saúde como o fator determinante para impedir o avanço descontrolado das deformidades ortopédicas. Nos estágios iniciais ou em quadros de menor severidade, os protocolos terapêuticos incluem avaliações periódicas, sessões de fisioterapia especializada e o uso contínuo de coletes ortopédicos sob medida, reservando a cirurgia para as situações com recomendação médica expressa.

Para a diretora-geral do HILP, Leiva Moura, a expansão constante da capacidade de atendimento cirúrgico demonstra a evolução na prestação dos serviços de saúde no Piauí. A gestora salienta que ampliar o acesso aos tratamentos de deformidades na coluna assegura melhores condições de vida e desenvolvimento saudável aos pacientes infantis atendidos na unidade hospitalar.

Além da correção estética e estrutural, o tratamento da escoliose reduz riscos graves de complicações cardiopulmonares e respiratórias na vida adulta. O secretário estadual de Saúde, Dirceu Campêlo, enfatiza que a agilidade nas triagens e a precisão nos encaminhamentos cirúrgicos garantem às crianças e adolescentes maior autonomia, qualidade de vida e fortalecimento da autoestima durante o crescimento.

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