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Ex-prefeito de Socorro do Piauí morre após ataque de enxame de abelhas

Zé Antônio operava maquinário agrícola na zona rural do município quando atingiu uma colmeia; Estado registra diversos casos fatais recentes

Redação
Por: Redação Fonte: Piauí Hoje
31/10/2026 às 12h00
Ex-prefeito de Socorro do Piauí morre após ataque de enxame de abelhas
O ex-prefeito Zé Antônio faleceu na zona rural do município após sofrer ataque de enxame de abelhas — Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-prefeito do município de Socorro do Piauí, José Antônio, conhecido popularmente como Zé Antônio, faleceu na manhã de quarta-feira (28) após ser alvo de um ataque massivo de abelhas na zona rural do município. O acidente ocorreu enquanto o ex-gestor realizava trabalhos de limpeza em sua propriedade rústica com o auxílio de um equipamento mecânico, que acabou atingindo acidentalmente um enxame que estava no local.

Conforme informações preliminares sobre o caso, os insetos invadiram a estrutura do maquinário agrícola imediatamente após o impacto. Na tentativa de escapar das ferroadas, a vítima desembarcou da máquina e correu pela vegetação. Contudo, durante a fuga, ele sofreu uma queda e foi alcançado pelas abelhas, recebendo dezenas de picadas por todo o corpo. As circunstâncias exatas relativas ao socorro prestado ainda estão sendo apuradas.

Ocorrências recentes no Piauí

A fatalidade registrada em Socorro do Piauí traz novamente à tona o alerta sobre o perigo de acidentes com enxames na região. Em julho deste ano, o vereador Odeilton Neno da Costa, de 47 anos, da cidade de Regeneração, também perdeu a vida após ser atacado por abelhas enquanto participava da medição de um terreno rural. Ele foi transferido para o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portella, na Capital, mas faleceu dois dias depois em decorrência das mais de duas mil ferroadas que sofreu.

Outro episódio trágico no interior do Estado ocorreu no mês de maio, no povoado Cristovinho, zona rural de Picos. Na ocasião, o idoso Narcizo Gimenzes Castilho, de 63 anos, pedalava por uma estrada vicinal quando foi surpreendido pelos insetos. Ele tentou buscar abrigo em um imóvel próximo para pedir auxílio, mas não resistiu aos ferimentos antes do atendimento médico. Em março do ano passado, nove pessoas ficaram feridas durante um ataque em uma trilha ecológica em Castelo do Piauí, mobilizando apicultores e equipes de resgate.

Ex-prefeito Zé Antônio realizava trabalho de limpeza em fazenda quando ocorreu o acidente
Ex-prefeito Zé Antônio realizava trabalho de limpeza em fazenda quando ocorreu o acidente — Foto: Reprodução/Redes sociais

Fatores de risco e orientações da saúde

Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de acidentes com abelhas costuma apresentar elevação no período compreendido entre os meses de outubro e março. A reação agressiva dos insetos ocorre principalmente como mecanismo de defesa da colônia. Ao desferir as primeiras picadas, a abelha libera feromônios que atraem outros indivíduos do grupo, intensificando rapidamente a severidade do ataque.

O uso de maquinário pesado ou equipamentos motorizados, como tratores e roçadeiras, amplia significativamente o risco em áreas rurais. O ruído vibratório e o tremor provocados pelos motores irritam profundamente os insetos, ao passo que a movimentação da vegetação pode desestabilizar colmeias ocultas em árvores ou no solo. A gravidade clínica das picadas varia de acordo com o volume de veneno inoculado e a resposta alérgica individual do paciente, podendo desencadear desde dores locais intensas até reações sistêmicas graves, como o choque anafilático.

Procedimentos de emergência

Diante da presença de enxames, a recomendação oficial é evitar qualquer tipo de aproximação ou tentativa de remoção por conta própria. Caso ocorra uma abordagem indesejada, a orientação consiste em afastar-se do local sem movimentos bruscos, protegendo prioritariamente o rosto e o pescoço. Em situações em que a pessoa seja atingida, deve-se procurar abrigo em recinto fechado o mais rápido possível.

Na hipótese de ataque consumado, a vítima deve ser levada imediatamente a uma unidade hospitalar. O Ministério da Saúde orienta que os ferrões deixados na pele sejam retirados por raspagem cuidadosa com um objeto rígido, como um cartão, sem o uso de pinças para evitar a compressão do veneno remanescente. Havendo sintomas graves como dificuldade respiratória ou inchaço generalizado, o atendimento de emergência pelo Samu (192) ou Corpo de Bombeiros (193) deve ser acionado sem hesitação.

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