Polícia Justiça
MPPI recorre contra soltura de acusado de mandar matar advogada em Paulistana
Narciso Gomes Celestino, irmão da vítima, obteve liberdade provisória. Promotoria alerta para risco à ordem pública e ameaça a testemunhas.
18/12/2025 10h26 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Clube News
Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ingressou com um recurso para reverter a decisão judicial que concedeu liberdade provisória a Narciso Gomes Celestino. Ele é apontado pelas investigações como o mandante do assassinato da própria irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, ocorrido em março de 2025, na zona rural de Paulistana.

No recurso, a Promotoria de Justiça sustenta que a soltura do acusado representa um perigo iminente à garantia da ordem pública e à instrução criminal. O órgão ministerial argumenta que o réu possui histórico de comportamento violento e que sua liberdade pode intimidar testemunhas chave do processo, prejudicando o andamento do julgamento.

Disputa familiar e tragédia

O crime que chocou a região sudeste do Piauí foi motivado, segundo a Polícia Civil, por uma intensa disputa por herança de terras. Valdenice Gomes foi morta a tiros na localidade Jorge, zona rural do município. Além de Narciso, apontado como mentor intelectual, o outro irmão da vítima, Adelaido Gomes Celestino, é acusado de ser o executor dos disparos.

O inquérito revelou uma trama complexa envolvendo o núcleo familiar. Gabriel da Silva Celestino, sobrinho da vítima e filho de Adelaido, também responde ao processo, acusado de auxiliar na fuga do pai após o crime.

Histórico de violência

O Ministério Público reforçou no pedido que a periculosidade dos envolvidos não é um fato isolado. Narciso e Adelaido já respondem a outra ação penal por tentativa de homicídio contra o ex-marido de Valdenice, ocorrida em 2021. Para o MPPI, manter Narciso em liberdade transmite uma sensação de impunidade e coloca em risco a integridade dos demais familiares que colaboram com a Justiça.

A decisão sobre o retorno ou não do acusado à prisão agora caberá ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que analisará os argumentos apresentados pela promotoria.