A Prefeitura de Paulistana está empenhada em uma ação política e jurídica para tentar reverter a demolição dos quiosques e estabelecimentos comerciais localizados às margens da BR-407, que atravessa a zona urbana do município. A medida de demolição, solicitada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), coloca em risco a subsistência de dezenas de famílias que há anos dependem do local para gerar renda.
O prefeito Osvaldo da Abelha Branca (MDB) tem se manifestado publicamente, inclusive por meio de vídeos nas redes sociais, reforçando o compromisso em defender os interesses da população e buscar uma solução que concilie a decisão judicial com a preservação social e econômica da área.
A situação dos quiosques e pontos comerciais na BR-407 não é recente. Há anos, o DNIT notifica os proprietários dos estabelecimentos — que incluem borracharias, lanchonetes e lava-jatos — por estarem ocupando a faixa de domínio federal da rodovia. A Justiça tem referendado a necessidade de desocupação e demolição para garantir a segurança da via federal.
A Questão Histórica e Social
Os quiosques fazem parte da história e da identidade de Paulistana. Devido à localização estratégica na BR-407, a área se consolidou como um ponto tradicional de parada, trabalho e encontro. Para os comerciantes, que muitas vezes investiram suas economias nas estruturas, a demolição representa a perda total do seu meio de vida.
O apelo da gestão municipal de Paulistana é que seja encontrada uma alternativa que considere o impacto social e o tempo de ocupação histórica dessas famílias. A Prefeitura busca junto ao DNIT e à Justiça Federal uma forma de conciliar a segurança viária com a função social da propriedade e a necessidade de trabalho dos cidadãos.
A Prefeitura de Paulistana reforça que qualquer medida de desocupação precisa levar em conta o bem-estar social das famílias afetadas e o respeito à história local, garantindo que o desenvolvimento urbano não se sobreponha à justiça social.