
A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu sua vaga na grande final da Liga das Nações (VNL) após uma vitória emocionante sobre a Itália neste sábado (25). Em partida disputada em Macau, na China, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães demonstrou poder de reação ao reverter um placar adverso e fechar o confronto em 3 sets a 2, com parciais de 21/25, 25/21, 26/24, 21/25 e 15/12. O resultado mantém vivo o sonho do título inédito para o Brasil, que já acumula quatro medalhas de prata na história da competição.
O duelo foi marcado pelo equilíbrio e pela alta intensidade de ambas as equipes. A Itália, atual bicampeã do torneio, começou pressionando e faturou o primeiro set. No entanto, a consistência tática do Brasil e a força do sistema defensivo permitiram a virada. A ponteira Ana Cristina, de apenas 22 anos, foi o grande nome da partida, liderando as ações ofensivas brasileiras e terminando o confronto como a maior pontuadora, com 23 acertos fundamentais para a consolidação do triunfo.
A vitória ganha contornos ainda mais expressivos diante dos desafios físicos enfrentados pelo elenco brasileiro ao longo de toda a temporada. A seleção entrou em quadra desfalcada de peças importantes. A ponteira Gabi, uma das principais referências técnicas do grupo, não pôde atuar devido a um desconforto na região lombar. Além dela, a central Júlia Kudiess e a oposta Tainara sofreram lesões durante a caminhada na Liga das Nações, limitando as opções de rotação do treinador.
Outra ausência sentida foi a da líbero Nyeme, que permaneceu no Brasil para acompanhar o nascimento de sua filha, Antonella. Mesmo com o banco de reservas reduzido e o desgaste físico acumulado por uma rotina intensa de viagens e jogos, o grupo mostrou resiliência. Em entrevista após o jogo, Ana Cristina destacou o orgulho pela entrega das companheiras e ressaltou que, apesar das dores e das dificuldades, o objetivo comum de conquistar o ouro manteve o time focado e unido nos momentos de maior pressão do tie-break.
O triunfo sobre as italianas representa também uma revanche importante para o vôlei nacional. Nos últimos anos, a Itália vinha se consolidando como uma pedra no sapato do Brasil, tendo conquistado o ouro nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 e o Campeonato Mundial em 2025, além de ter superado a equipe verde-amarela na decisão da própria VNL em edições anteriores. Superar um adversário desse calibre eleva a confiança do grupo para o desafio derradeiro.
A grande final da Liga das Nações Feminina está agendada para este domingo (26), às 8h30 (horário de Brasília). O adversário do Brasil sairá do confronto semifinal entre as seleções da Turquia e da China. Com uma campanha sólida e demonstrando grande poder de superação coletiva, as brasileiras entram em quadra focadas em quebrar o tabu dos vice-campeonatos e escrever, de forma definitiva, seus nomes no topo do pódio do torneio internacional criado em 2018.